terça-feira, janeiro 02, 2007

Vamos abrir a janela do ano 2007



As janelas são óptimos lugares para espreitar o que à nossa volta se passa.
Com a entrada do novo ano, sugerimos que a janela da imaginação se abra de par em par e deixe entrar a luz de todos os contos que ainda não lemos, ainda não vimos, ainda não contámos, ainda não descobrimos...



Que 2007 seja um ano de verdadeira LUA NOVA!!!





sexta-feira, dezembro 15, 2006

Canções de Embalar em tempos natalícios


Em tempo de compras desenfreadas e correrias atrás do “último grito da moda em brinquedos” deixo aqui um convite à tranquilidade e simplicidade – “Canções de Embalar”.

É um CD de 2001, reúne artistas como Sara Tavares, Janita Salomé, Jorge Palma, Rui Veloso, Nuno Rodrigues, Mariana Abrunheiro, Amélia Muge e Toninho Afonso sob a direcção musical e instrumentação de Júlio Pereira.

As canções são quase sussurradas no registo de ternura e cumplicidade indispensável para o embalo que se espera com a audição.

De todas as faixas, escolho para aqui transcrever um bocadinho de duas (na verdade gostava mesmo era de as transcrever todas)

A faixa 2 – “Contar mémés” na voz sempre meiga de João Afonso:

“(...)
Conto um, conto dois, falta um carneirinho
Os mémés estão a sonhar com anjinhos
E os anjinhos a contar mémés
Ai, será que ele não quer vir?
Já temos tantos soninho, vamos dormir
(...)”


A faixa 9 – “Nana, nana meu menino”, canção tradicional da Beira, aqui cantada por Amélia Muge numa forma inesperada, domando a força da sua voz num sussurro tranquilo:

“(...)
Nana, nana meu menino
Nana, que eu nano também
Quem seu menino embala
Já só quer que ele duma bem
(...)”

Sem sombra de dúvida, um CD da LUA NOVA!

Canções de Embalar - MVM Records, 2001

quinta-feira, novembro 30, 2006

Sábado passado


Foi no sábado passado que apresentei os Contos Politicamente (in)Correctos a uma excelente plateia de Pais e Encarregados de Educação do Movimento Associativo de Lisboa.

O público conduziu o ‘fio condutor’ das histórias, e comentou O fim do Mundo aos Pedaços*(1) contado segundo o modelo d’A Mentira de Almada Negreiros*(2).

O tempo disponível, como é costume nestas coisas, foi um pouco escasso e os contos acabaram um pouco reduzidos pelos atrasos da praxe, mas penso o essencial da nossa proposta ficou claro e acompanhará os presentes sempre que se prepararem para contar uma história, e que no fundo se resume nesta pergunta:

“Qual é o nosso objectivo, hoje em dia, ao contar um conto tradicional?”

Bem, na verdade não foi bem isto que aconteceu, a verdade é que...


Aqui fica uma foto (um tanto desfocada) dos Contos Politicamente (in)Correctos contados no Sábado passado no Auditório da Universidade Católica.


Até sempre!
*(1) - Conto Tradicional Português
*(2) - in A Invenção do Dia Claro