terça-feira, janeiro 09, 2007

Um amor de colher... (conto cantado)

Porque, às vezes, nos esquecemos que quem canta um conto acrescenta á magia da história a força da poesia, as asas da música e o poder da voz, aqui fica a história de "Um amor de talher"...




A Colherzinha

Era uma vez um amor de talher
Bem arrumadinho num gavetão
Uma colherzinha pequena de prata
E um garfo lindo antigo de latão

Só de longe é que se olhavam
Nunca, nunca se encontravam
Só desarrumados
É que eles se tocavam

Assim foi, durante muito tempo
Até que o garfinho tão velho ficou
Que o deitaram fora
Ninguém se ralou
E a história triste quase chorou...

Era uma vez um amor de talher
Mal arrumadinho num gavetão
Só que a linda colherzinha
Que era esperta e pequenina
Tinha-se escondido escondidinha
Atrás dele...

E finalmente longe de toda a gente...

A sós
O beijou.




Poema de Nuno Rodrigues “contado” por Jorge Palma no CD, já aqui referido, “Canções de Embalar”.


terça-feira, janeiro 02, 2007

Vamos abrir a janela do ano 2007



As janelas são óptimos lugares para espreitar o que à nossa volta se passa.
Com a entrada do novo ano, sugerimos que a janela da imaginação se abra de par em par e deixe entrar a luz de todos os contos que ainda não lemos, ainda não vimos, ainda não contámos, ainda não descobrimos...



Que 2007 seja um ano de verdadeira LUA NOVA!!!





sexta-feira, dezembro 15, 2006

Canções de Embalar em tempos natalícios


Em tempo de compras desenfreadas e correrias atrás do “último grito da moda em brinquedos” deixo aqui um convite à tranquilidade e simplicidade – “Canções de Embalar”.

É um CD de 2001, reúne artistas como Sara Tavares, Janita Salomé, Jorge Palma, Rui Veloso, Nuno Rodrigues, Mariana Abrunheiro, Amélia Muge e Toninho Afonso sob a direcção musical e instrumentação de Júlio Pereira.

As canções são quase sussurradas no registo de ternura e cumplicidade indispensável para o embalo que se espera com a audição.

De todas as faixas, escolho para aqui transcrever um bocadinho de duas (na verdade gostava mesmo era de as transcrever todas)

A faixa 2 – “Contar mémés” na voz sempre meiga de João Afonso:

“(...)
Conto um, conto dois, falta um carneirinho
Os mémés estão a sonhar com anjinhos
E os anjinhos a contar mémés
Ai, será que ele não quer vir?
Já temos tantos soninho, vamos dormir
(...)”


A faixa 9 – “Nana, nana meu menino”, canção tradicional da Beira, aqui cantada por Amélia Muge numa forma inesperada, domando a força da sua voz num sussurro tranquilo:

“(...)
Nana, nana meu menino
Nana, que eu nano também
Quem seu menino embala
Já só quer que ele duma bem
(...)”

Sem sombra de dúvida, um CD da LUA NOVA!

Canções de Embalar - MVM Records, 2001