segunda-feira, setembro 29, 2008

Palavras, contos, amizades e sonhos Andarilhos


É sempre assim, todos os anos (há já uma década) num dos últimos fim-de-semana de Setembro, a cidade de Beja torna-se o umbigo do mundo e, durante quatro dias, contadores de todo o país (e não só) ouvem, partilham, sorriem, emocionam-se, aprendem, choram, sentem, contam e vivem a magia das palavras em tantas pronuncias.







Este ano não foi excepção.

De entre as tantas aprendizagens, vivências e descobertas que a LUA NOVA trouxe no coração, algumas perdorarão na memória por muito tempo.


Deito a mão ao saco das memórias e deixo-vos algumas ao acaso...

A primeira que agarro é um papel dobrado, escrito e riscado com um poema de Paulo Condessa que, na sua Oficina "Leitura Sensorial e Inteligência Criativa" fomos literalmente convidados a canibalizar, alterando, cortando e acrescentando palavras e significados. O que aqui fica é a versão limpa dos "estragos" da Formação:

"dobro os joelhos
balanço o corpo sobre a anca
e sento-me
dentro de mim próprio


uma calma divina percorre-me
os túneis mais finos


(...)
estou mesmo a chegar ..... ao princípio

a partir de agora é outra vida
que começa dentro desta
sussurram os gnomos e as fadas
todos os seres que neguei
debaixo do manto

(...)
entro completamente dentro da rosa
que vive nos lábios
e digo as palavras mais secretas
adeus ....... a Deus"









Torno a deitar a mão ao saco das memórias, e agora são frases soltas que saltam em pequenos remoinhos de palavras:


"O leitor escreve para que seja possível" António José Teixeira citando o poeta Manuel Gusmão

"Somos todos leitores desde que acordamos até que adormecemos, o que fazemos é construir narrativas para encontrar sentidos" António José Teixeira

"Aumenta o número de pessoas que conseguem ler e, na mesma medida, aumenta a quantidade de pessoas que não entendem o que lêem." António José Teixeira

"A escola, sozinha, não forma leitores." Maurício Correia Leite


"A relação entre as imagens e os textos deixou, há muito, de ser somente ilustrativa" Adriana Baptista


"Só é afortunado o que nasce à sombra de um ancião ou anciã." Frederico Martins Nebras

"As mulheres eram as vozes, os homens os ecos." Frederico Martins Nebras

"O socorro está nos contos, no mundo que não nasceu." Frederico Martins Nebras

"Encontrei o D. João Perfeito!" Vanda Furtado Marques










Deito uma última vez a mão ao saco e chegam-me ecos de encontros e reencontros, de pequenos fetos de amizades que se desenvolverão, de conversas que fizeram sonhar e, sobretudo de momentos, pequenos instantes, que dão significado a mais um ano de caminho, a mais um ano de trabalho, a mais um ano de estudo e descoberta, de partilha e de sonho... Até chegarmos, novamente a um dos últimos fim-de-semana de Setembro e a cidade de Beja se tornar, mais uma uma vez, o umbigo do mundo!








A todos os que trabalham há dez anos para tornar este sonho possível, o nosso bem haja!

A todos os que, por Beja encontrámos, um abraço da LUA NOVA e até breve!

Jantar com contos no Clube dos Entas



Foi na passada quarta-feira, dia 24, que recomeçámos a nossa participação mensal nos After work Events do Clube dos Entas.


Num ambiente muito descontraído, os contos serviram de fio-condutor à boa disposição e partilha de histórias e memórias pessoais.










Os símbolos, as palavras, os conceitos e as várias interpretações dos contos foram apenas o ponto de partida para uma conversa animada onde podémos ter "a cabeça na lua e os pés assentes na terra" como alguém disse.


A todos, um abraço da LUA NOVA e até sempre!

segunda-feira, setembro 22, 2008

QUEM CONTA UM CONTO...

Voltei hoje aos Olivais para uma Oficina (que afinal vão ser duas) com os Técnicos (ou melhor com as Técnicas) da Quinta Pedagógica.


A Oficina era sobre Contadores de Histórias mas como elas (as histórias) estão em todo o lado, e nós, de alguma forma, estamos sempre a contá-las, acabámos por fazer uma viagem descontraída entre os contos tradicionais e os contemporâneos, os livros e o prazer de ler, a poesia e as canções, e acabámos nas histórias que o fio condutor das nossas vidas vai contando e a forma como elas influenciam a nossa maneira de entender, sentir e contar...


Mais do que uma formação formal ou teórica, foi uma manhã de partilha e boa disposição. Até porque, afinal, as histórias foram o ponto de partida e de chegada mas pelo meio falámos um pouco de tudo (como disse a Fernanda).


Ficou por combinar a data da próxima Formação, mas a certeza de que nos iremos reencontrar, essa já temos!


















Um abraço da LUA NOVA e até sempre!