sábado, fevereiro 27, 2010

A nova "face" da LUA NOVA

A Lua tem muitas faces/fases/quartos... Os Contos da LUA NOVA têm mais uma, a Sílvia que conta histórias como quem conversa entre amigos, ou conversa entre amigos como quem conta histórias.

Encontrámo-nos por acaso, nas curvas da estrada dos nossos contos pessoais e, desde aí percebemos que contamos a partir do mesmo lugar, que o fio condutor da nossa imaginação não se sobrepõe um ao outro antes, interlaça-se e cria novas narrativas sem tirar cada uma do seu percurso próprio. E, por tudo isso e muito mais, faz todo o sentido que esta nova face/fase/quarto ilumine os Contos da LUA NOVA!



"Descobri-me nas palavras, mesmo antes de saber ler. Por aqui e por ali, entre histórias, gentes, culturas e paixões, fui aprendendo a recolhê-las e a devolvê-las ao mundo, a tecê-las, a ler-me e a escrever-me nelas.


Um dia soube que podia partilha-las, para além das páginas escritas, através do corpo e da voz. Imprimi-as então no coração para que fossem ponte, espelho, asas, alimento e caminho para quem as ouvisse.


Nesse dia descobri-me como contadora."


Sílvia Romero


Até breve, um abraço da LUA!

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Crescer a Ler... Contos da Lua Nova!

No final do ano passado os Contos da LUA NOVA embarcaram no projecto do Colégio Europeu e no dia 6 de Fevereiro esta parceria tomou a forma de um artigo que saiu no Suplemento do semanário Expresso "Pitágoras".

Aqui vos deixamos o que é, para nós, crescer a ler...


As histórias são mágicas e os livros são os guardiões da passagem para o mundo da fantasia. Quando abrimos um livro e decidimos realmente olhar para ele, que é como quem diz, quando nos decidimos a lê-lo, não nos limitamos a folhear um conjunto de páginas. Ler um livro é abrir uma porta, para um mundo mágico feito de cores, sensações, palavras, imagens, sentimentos, personagens, realidades e possibilidades infinitas…

Primeiro lêmo-las, a partir das vozes que mais próximas nos estão, e essa leitura é feita com todos os sentidos (como devem ser todas, aliás). Lemos a disponibilidade de colo da mãe mesmo antes de abrir o livro, ou a voz entusiasmada da avó quando a fada finalmente repõe a justiça, ou o sorriso matreiro do pai com as traquinices dos ursitos, ou ainda a leitura atrapalhada do irmão que se deita no chão e vibra com a coragem do lobo.

Depois, começamos a ser nós mesmos os detentores de tal poderoso instrumento que lemos com entusiasmo (e ainda com todos os sentidos). Aprendemos a abrir, a folhear, a cheirar, a tactear, e descobrimos um “admirável mundo novo” de cores e formas e ideias às quais juntamos as nossas e formamos verdadeiros romances ainda que apenas parlados ou incompreensíveis ao resto do mundo.

Mas há uma altura em que se torna difícil chegar a esse mundo maravilhoso. As letras acotovelam-se, as frases enrolam-se e as histórias, teimosamente, parecem perder-se, fechando essa porta para o mundo da imaginação. Esta é a altura em que, normalmente, nos acontece esquecer que elas devem ser lidas com todos os sentidos e pensamos que é somente nas palavras que está a chave para abrir a grande passagem mágica.

Há, então, que relembrar que os livros são os guadiões da passagem para o mundo da fantasia, e esse processo é tão mais natural quanto maior o for o exemplo de leitura por parte dos que mais próximos de nós estão. É que, assim como o herói passa por uma série de provas até chegar à merecida recompensa, esta vitória também necessita de algum esforço, trabalho e dedicação. E se virmos o sorriso da mãe recostada no sofá enquanto mergulha num livro enorme, ou sentirmos a vontade do pai em abrir o novo livro do seu autor preferido, ou ainda percebermos nos olhos da irmã mais velha a ternura de mais um final feliz do último livro da sua colecção… estamos a ler com todos eles o prazer que retiram desse processo complexo, que engloba todos os nossos poros e sentidos, que é a leitura.

E então, percebemos que as histórias são mágicas e os livros valem qualquer esforço inicial, pois só eles nos darão livre passagem a esse mundo de cores, sensações, palavras, imagens, sentimentos, personagens, realidades e possibilidades infinitas…


Liliana Lima
Contadora de Histórias dos CONTOS DA LUA NOVA



Até breve!
Um abraço da LUA!

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Ano novo Lua Nova...

Este novo ano trouxe dentro duma caixinha, embrulhada na noite com um laço de estrelas, muitas LUAS NOVAS para acolhermos, desfrutarmos e partilharmos com vocês.

Trouxe-nos uma nova Lua que em breve aqui vos apresentaremos...
Trouxe-nos novos contactos e novos desafios dos quais aqui vos contaremos...

Trouxe-nos antigos amigos e projectos que aqui mostraremos...

Trouxe-nos novos contos e histórias enrolados num novelo colorido que guardamos como um tesouro até sentirmos o dia certo para os soltar...

E trouxe-nos o céu como limite à nossa imaginação e capacidade de contar novos contos sempre com a mesma certeza de que é lá, no extremo mais longínquo do mundo da fantasia, que moram os momentos verdadeiramente importantes!

Em breve, vos contaremos todas estas histórias, mas por agora levantamos o pano e deixamos apenas sair o brilho desta LUA NOVA que nos ilumina...


Um abraço da LUA e até breve!