segunda-feira, dezembro 08, 2008

cONTAS tU oU cONTO eU?! em espírito natalício...























É assim, há dias em que por mais que nos pareça que estamos longe do nosso objectivo, o inesperado acontece e afinal o final acaba mesmo por ser feliz...
Estivemos no Domingo passado com a Oficina mensal "cONTAS tU oU cONTO eU?!" na Quinta Pedagógica dos Olivais.
O nosso tema (como não poderia deixar de ser) era o Natal e eu confesso que tive alguma dificuldade em preparar-me. Não queria uma história daquelas em que há uns meninos muito ricos (normalmente mal educados e pouco solidários) e outros muito pobrezinhos abandonados à sua triste sorte no dia em que todos deviam estar felizes (supostamente, pelo menos). Não me apetecia também um conto pesado como "A menina dos fósforos" (de H.C.Andersen) já gasto de tantas vezes ter sido contada por estas alturas...

Foi no caminho para a Quinta que a história veio ter comigo e foi "sem rede" que a contei para as poucas famílias que, num domingo de compras de Natal, optaram por ir ouvir contar e brincar com contos...

A história acabou por ser sobre um menino que não acreditava na magia nem fazia uso da imaginação, e que se vê confrontado com uma caixinha de música "especial e mágica", deixada nada mais, nada menos do que pelo próprio Pai Natal.
O final dá-se com o aproximar do Natal seguinte e (está bom de ver) o nosso "herói" acaba mesmo por se deixar encantar pela imaginação e aprende a ver vida muito mais colorida e alegre. De tal forma valoriza o poder da imaginação, que na carta desse ano ao Pai Natal pede varias caixinhas de música "especiais e mágicas" para todos os meninos, e no fim ainda acrescenta que, "se não for pedir muito, gostava que também oferecesses uma aos meus pais porque eu acho que eles estão a precisar de mais magia nas suas vidas"...



Na verdade, o que eu não sabia, é que no meio dos meninos, meninas, mães, avó e avô que me ouviam estava um verdadeiro campeão na arte de acreditar que a vida pode ser mais colorida, mais alegre e mais bonita... E, quando ele ao sair me diz que gostou da história e oiço a família dizer "que tal irmos à procura de uma caixa de música?", tudo faz muito mais sentido!


É a ele (o David) que dedico esta história e esta Oficina de Dezembro, e é para ele (e para meninos que como ele lutam contra a leucemia) e que LUA NOVA "brilhará" com mais força este Natal!


A todos um grande abraço da LUA NOVA (bem apertadinho ao som da caixinha de música)!

4 comentários:

aurea disse...

E eu que estive em Lisboa!...Que pena, não ter ido com a Bruna, ouvir a tua história...Não sabia que estavas lá!..Mas o mais importante, é realmente, ver pessoas como aquele avõ e muitos outros, dispostos a lutar e estarem presentes, no acompanhamento que é preciso dar. Um grande bijinho para o David a quem dedicas a tua oficina, para ti e para a Cláudia...

Anónimo disse...

Olá Liliana
São estes momentos de magia e partilha que nos dão força para continuar a oferecer as nossas histórias.
Muito Bonito.
Vanda

Sofia disse...

Ando para ir à Quinta com as minhas filhas há tanto tempo e desde há 3 semanas que chove sempre ao Domingo... Escusado será dizer que ficamos sempre em casa.
Este Domingo não choveu, mas foi o dia do funeral da minha avó e agora quem está mesmo a precisar de um pouco de magia sou eu.
Gosto muito vosso trabalho, continuem :)
bjs
Sofia

Anónimo disse...

Permitam-me aqui deixar uma poesia, cuja autoria desconheço:

"Creo en tí amigo:
Si tu sonrisa es como un rayo de luz
que alegra mi existencia.
Creo en ti amigo:
Si tus ojos brillan de alegría al encontrarnos.
Creo en ti amigo:
Si compartes mis lágrimas y
sabes llorar con los que lloran.
Creo en ti amigo:
Si tu mano está abierta para dar y
tu voluntad es generosa para ayudar.
Creo en ti amigo:
Si tus palabras son sinceras y
expresan lo que siente tu corazón.
Creo en ti amigo:
Si sabes comprender bondadosamente mis debilidades y
me defiendes cuando me calumnian.
Creo en ti amigo:
Si tienes valor para corregirme amablemente.
Creo en ti amigo:
Si sabes orar por mí,
y brindarme buen ejemplo.
Creo en ti amigo:
Si tu amistad me lleva a amar más a Dios
y a tratar mejor a los demás.
Creo en tí amigo:
Si no te avergüenzas de ser mi amigo
en las horas tristes y amargas."
Paulo